Certamente você já ouviu falar sobre o efeito Dunning-Kruger. Essa é mais uma das tantas teorias que circulam pela internet! Você sabe realmente o que é? E como isso influencia nosso cotidiano e a relação com outras pessoas… principalmente no trabalho!
Recentemente assisti um vídeo com Marcelo Tas e Patrícia Abravanel onde o Falcão responde uma pergunta no “Show do Milhão” sobre o assunto. Será que ele acertou? É divertido e espantoso, confira:
Podia ser a pergunta do milhão! Você responderia corretamente? Pra garantir que você apontaria a resposta correta e para explicar a origem da teoria, tem um outro vídeo muito legal, é curtinho e bem didático e objetivo.
O efeito Dunning-Kruger é um viés cognitivo que leva pessoas com baixa competência em uma área ou assunto a superestimar suas habilidades, tendem a ter uma visão muito positiva da sua capacidade, acreditando que são experts. Enquanto pessoas experientes, com conhecimento mais aprofundado e altamente competentes tendem a subestimar suas habilidades pois reconhecem a complexidade do assunto e as suas próprias limitações. Em outras palavras, quem sabe pouco acha que sabe muito, enquanto quem sabe muito subestima sua capacidade.
Por que acontece?
A falta de conhecimento, aliada a uma autoestima elevada, impede que as pessoas reconheçam a sua falta de habilidade e, consequentemente, superestimam suas competências. Só que isso pode ter consequências negativas, como a tomada de decisões equivocadas, a falta de humildade e a dificuldade de aprender – sem contar a vergonha pública que podem passar!
Um exemplo comum é a pessoa que, após ler alguns artigos online sobre um tema ou assistir a explicação de um “influencer”, passa a se considerar um especialista. Outro exemplo são pessoas que, mesmo com pouca experiência, defendem veementemente as suas opiniões em uma discussão, sem reconhecer a complexidade do assunto.
Representação gráfica do efeito Dunning-Kruger

E na Educação Corporativa?
São tantas situações, mas vamos resumir a dois perfis.
Primeiro, aquele INICIANTE COM ALTA AUTOCONFIANÇA, o cara contaminado com a “síndrome do já sei”.
É o participante do treinamento de Excel Básico que absorveu o módulo introdutório e já se acha pronto pra assumir a controladoria da empresa.
Efeito: Subestima a complexidade real do conhecimento técnico. Acha que o treinamento é “pobre demais” e seu conhecimento é muito maior do que ele aprendeu. Porém, a falta de experiência expõe sua ignorância, tropeça em fórmulas simples quando vai executar tarefas básicas.
No outro extremo, temos os PROFISSIONAIS TÉCNICOS EXPERIENTES, contaminados com a “Síndrome do não sou bom o bastante”. É o sênior que domina processos, mas evita liderar ou inovar por achar que “não sabe o suficiente” ou que “não está preparado” para novos desafios.
Efeito: Alta performance real, mas resistência a assumir novos papéis. O talento está lá, mas o viés o impede de se posicionar como referência. Este comportamento é conhecido como Síndrome do Impostor.
“A síndrome do impostor é caracterizada pela crença persistente de que não se é realmente bom o suficiente, mesmo quando há evidências concretas do contrário. Pessoas com essa síndrome tendem a ter dificuldade em internalizar seus sucessos e podem temer ser expostas como incapazes ou incompetentes.”
(Fonte: CFA)
Para as duas situações podemos realizar AÇÕES EDUCACIONAIS CORRETIVAS, como:
Buscar feedback: É importante ter o feedback de pessoas que são especialistas na área, para que se possa ter uma visão mais realista da sua própria competência.
Ser humilde: Para reconhecer as próprias limitações e estar aberto ao aprendizado contínuo são importantes para evitar o efeito Dunning-Kruger.
Buscar informações: Estudar! Aprofundar o conhecimento sobre um assunto ajuda a reconhecer a sua complexidade e a diminuir a tendência a superestimar as próprias habilidades.
Ter consciência de si: É importante refletir sobre as próprias habilidades e limitações, para que se possa ter uma visão mais realista da própria competência.
O efeito Dunning-Kruger é um fenômeno interessante que pode ser encontrado em diversas áreas da vida. Ao reconhecê-lo e buscar formas de combater, é possível ter uma visão mais realista da própria competência e evitar tomadas de decisões equivocadas.